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A mostrar mensagens de maio, 2022

Falemos de Perservativos

Após a aparição da epidemia da sífilis, e o seu tratamento com mercúrio, surgiu o método mais eficaz para evitar o contágio o preservativo. Academicamente sabe-se nos dias de hoje, que a primeira evidência que temos do preservativo,é do Paleolítico Superior, numas pinturas rupestres encontradas nas grutas de Les Conbaralles (França),onde se observa um homem a usar uma proteção no seu pénis.Seguidamente existe, o registo de surgimento de figuras que exibem uma faixa no pénis, datadas 1350 e 1200 a.C em alguns murais egípcios. Contudo, é a Falópio que se atribui a descoberta do condom (preservativo em inglês), embora uma lenda diga que os romanos já usavam, com o mesmo propósito, bexigas de bode. Fallópio(1523-1562), anatomista italiano descreveu na sua obra póstuma ( De morbo Gallico) o uso de um fino tecido de linho para envolver o pénis durante o ato sexual afim de evitar o contágio, baseado num seu estudo. Durante o séc.XVII, começaram a ser ensaiados os primeiros preservativos, fab...

As Drogas através dos tempos

Em Portugal as autoridades apreenderam em 1979, 41Kg de haxixe e em 1989, 4,3 toneladas. Esta é sem dúvida uma pequena parte detectada do imenso« Iceberg» que é o narcotráfico Sabemos que esta temática da droga, transcende a medicina e até a saúde, que tem um passado e um triste presente. É sobre este passado que hoje pretendemos debruçar-nos. Não nos é difícil imaginar que o homem primitivo, na busca de alimentos ,tropeçou em coisas que com elas se envenenou (parcialmente). E encontrou substâncias que fizeram o homem sair do seu . Ora esse homem primitivo vivia angustiado por perigos variados e, como tal, parafraseando o Prof. Miller Guerra (A Angústia á a mãe do mito) o homem foi criando os seus mitos as suas superstições e criou-se a mentalidade de > Álcool, Alucinogénios, Excitantes, etc…, que são parte integrante de rituais, de iniciação; culto dos mortos; matrimónio; de exorcização , etc… A arte de trabalhar com estes era pertença de Xamâs; Mágicos; Sacerdotes; Feiticeiro...

É A AUTO_AJUDA UMA MEDICINA ALTERNATIVA ?

A palavra placebo (do latim agradarei) refere-se a medicamento (uma substância ou procedimento) inerte ministrado com fins sugestivos ou morais, que pode aliviar padecimentos unicamente pela fé que o doente tem nos seus poderes - Dicionário Porto Editora. Poder-se-á perguntar será o acto de leitura, um placebo? Parece-nos que sim, se for de ficção, tal como no cinema há um imaginário de um escritor ou de um cineasta que lhe está subjacente e nele tenta agarrar o leitor ou o espectador (pois este, acaba por ser o objectivo ultimo da própria criação ficcional). É este agarrar que exerce um efeito que poderíamos chamar de terapêutico. A ficção ajuda a viver. E isso inclui uma melhora da saúde – pelo menos do ponto de vista psicológico. Para muitos de nós, a leitura é um amparo, um consolo, uma terapia. Daí derivou o surgir de um género de livros que se tornou popular: as obras de auto-ajuda. Diferentemente da ficção, elas aconselham o leitor acerca de problemas específicos: controle do st...

O DESTRUNFAR DINHEIRO COMPULSIVO

Dois psiquiatras, o alemão Emil Kraepelin (1856-1926) e o suíço Eugen Bleuer (1857-1939), foram os primeiros a escrever sobre as compras compulsivas (ou oniomania), no início do século XX. Eles observaram que algumas mulheres com esse diagnóstico buscavam excitação, assim como os jogadores patológicos, geralmente homens. O tema demorou-se no esquecimento e foi retomado de forma mais intensa na década de 90. O Distúrbio, ainda, não foi qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID9 Este paciente,não consegue controlar o desejo omnipresente de compra. O acto é imediatamente seguido por intenso sentimento de alívio.” Em situações de impossibilidade de comprar, podem aparecer sintomas como irritação, sudorese, taquicardia, tremor e sensação de desmaio iminente. Algum tempo depois de adquirir a nova peça, surge a sensação de remorso e frustração diante da incapacidade de controlar o impulso. Numa atitude compensatória, o mal-estar causado pela culpa, leva –o a comprar novamente...

SÍNDROME DE ULISSES

SÍNDROME DE ULISSES(Síndrome del Inmigrante con Estrés Crónico y Múltiple). .Afirma, o psiquiatra Joseba Achotegui, Professor Titular da Universidade de Barcelona e Diretor do SAPPIR (Servicio de Atención Psicopatológica y Psicosocial a Inmigrantes y Refugiados),que o termo é uma analogia ao herói grego, personagem central da obra de Homero, Odisséia, em razão das dificuldades vividas por Ulisses em território além, ao imigrante, legal ou ilegal, que tenta a sua sorte, no longe! Para milhões de pessoas a Europa equivale à Terra Prometida, pátria de mil expectativas e por vezes ,o processo migratório torna-se traumático,com lutos de digestão dificil,em legenda, em glória ,mas por vezes..em drama. O arranjar emprego, dificuldades de legalização,..... a sobrevivência ; são os obstáculos a saltar ,mas por vezes, a exploração o temor,a solidão ou o braço amigo,..surgem. Este stress, a que é submetido o imigrante difere do que padecem os paciente de stress- pós traumático, pois não existe um...

Ainda a TV e … as violências

A Televisão, essa deusa electrónica menor, foi entronizada nas nossas casas e, sem dúvida, assenhorou-se de parte do sagrado das nossas vidas. É através dela que nos murmuram “desiste de serem quem és, porque eu dou-te uma coisa”; é perante ela que, na nossa solidão, nos ajoelhamos diariamente na busca de uma redenção mágica; é por ela que vemos e falamos um real que, afinal, nem palpamos. É ela que nos diz “só os técnicos é que sabem”; se aquilo é ou não “conhecimento cientícico”, a nossa imagem é ou não economicamente viável. Enfim… Ela e só ela nos adormecem no seu regaço de ficção. È sobre este narcotizante que nos vamos debruçar. Ninguém duvida que “uma imagem vale por mil palavras”; que a Televisão tem sido um veículo de divulgação de rios enormes de informação; que é um factor de democratização (tanto entra em casa do rico como na do pobre). Ninguém duvida do avanço que representou para a vida de todos nós. Ela actua como um amplificador do real e, porque gerida por humanos, não...

BIBLIOTERAPIA

A literatura desde tempos antigos ,sempre foi “ pau para toda a colher”, serviu para divertir, serviu para informar e formar e… para cuidar doentes e doenças No primeiro hospital para doentes mentais dos EUA, o Pennsylvania Hospital (fundado em 1751 por Benjamin Franklin),na Filadélfia, os pacientes não apenas liam como escreviam e publicavam seus textos num jornal muito curioso chamado “ O Iluminador “ (traduzido) . Desde 1981 existe nos Estados Unidos uma Associação Nacional para a Terapia pela Poesia, cuja finalidade é o uso da literatura para o desenvolvimento pessoal e o tratamento de situações patológicas. Esta associação edita o Journal for Poetry Therapy, realiza cursos e confere o título de especialista em biblioterapia. O biblioterapeuta trabalha em hospitais, instituições psiquiátricas e geriátricas, prisões. O método aparenta não ser complicado: ele seleciona um poema, ou um texto de romance que é lido para a pessoa ou pessoas. A resposta emocional desta é então dis...

Doença mental e criatividade

Elas por vezes estão associadas Afinal o que é criar ? É inovar, surpreender, escapar dos padrões habituais . ora essas características podem ser muito bem aplicadas à doença mental, a tal ponto , que em certos artistas são inseparáveis . é o caso de Munch (autor do famoso grito) sendo psicótico e admitindo-o, temia que o tratamento pudesse reduzir o seu potencial artístico Mas existe um denominador comum entre criatividade e doença mental? Esta dúvida já tinha sido formulada por Aristóteles, no famoso Problema XXX “ porque razão todos os que foram homens de excepção no que diz respeito à filosofia, á poesia ou ás artes são manifestamente melancólicos ? Será sómente a melancolia? Grosso modo, duas doenças têm sido associadas ao processo de criação artística A esquizofrenia Doença bipolar A literatura parece limitar-se há bipolaridade e o processo de elaboração mental das esquizofrenias encontram-se mais frequentemente ligada às artes plásticas A literatura tem como essência um m...

“A cura para a Diabetes”

“A cura para a Diabetes” Título triunfal em manchete da 1ªpágina do jornal New York Times1922 “A carne se liquefaz em urina.” Com estas palavras Areteu da Capadócia, um médico dos primeiros anos da Era Cristã, descreve a diabetes.A palavra Diabetes é de origem grega e significa Alude a dois sinais da doença: o emagrecimento e o muito urinar. Um outro sintoma, a sede, consequência da desidratação provocada por esta poliúria .A diabetes é uma doença conhecida desde a Antiguidade. Os sintomas são evidentes, e nem foram preciso laboratórios para o diagnóstico: as formigas que acorriam ao local em que os diabéticos urinavam evidenciavam a presença do açúcar nesta urina. Os médicos antigos catavam a urina excessiva e notavam que em algumas ocasiões tinha um sabor doce, como o mel e por isso chamaram à aquela doença Diabetes Mellitus(há uma outra diabetes, Insípida, em que a pessoa urina muito, mas a urina não contém glicose). Na Antiguidade ocidental a proibição dos doces já era recom...

Quando o psiquismo é a ponta do iceberg

O psiquismo pode fazer uma pessoa adoecer ou ter sintomas. Isso é uma coisa que se sabe há muito tempo. No século XIX, eram comuns, sobretudo em mulheres (então muito reprimidas), as paralisias de natureza histérica. De repente, a paciente não podia mexer um braço. Neurologicamente, estava tudo bem, mas a paralisia estava ali, e era resultante unicamente de um problema mental. Situação parecida é a da pseudociese ou falsa gravidez. Mulheres que desejam desesperadamente ter um filho, de repente, veem o seu ventre crescer, como se contivesse um útero grávido (mas é ar engolido). E, através do estresse, o psiquismo pode fazer surgir doenças às vezes graves. Não é de admirar que, em meados do século xx, a psicossomática estivesse em alta (o termo vem da soma de “psique”, ou mente, mais “soma”, palavra que em grego quer dizer corpo). No entanto, descobriu-se que doenças atribuídas a uma causa psíquica podem resultar de problemas orgânicos e até mesmo de infecção: por exemplo :o caso da úl...

A doença como arma -Cronologia do Bioterrorismo

Mais do que mísseis ou bombas, as doenças resultam em armas apavorantes. Criam um clima de permanente paranóia. É possível identificar um terrorista, mas não é possível detectar germens de doença logo imediatamente e arranjar-lhe antídotos. Assim nasceu o bioterrorismo ,que consiste, básicamente, no emprego de microrganismos dotados de grande capacidade invasiva no ser humano, os quais podem provocar a aparição de graves doenças com tendência a manifestar-se em forma de epidemias. Se os micro-organismos que se podem empregar no bioterrorismo são vários, de todos eles há dois que preocupam especialmente pela sua elevada mortalidade: o bacilo do carbúnculo ou antraz e o vírus da Varíola Já neste século, nos poucos meses depois do terrível atentado múltiplo das Torres Gémeas de Nova York e outros em território dos EUA, que ocorreram em 11 de Setembro de 2001, um caso de bioterrorismo manteve em alerta os Estados Unidos durante semanas. O que inicialmente se supunha que era um grupo terror...

Evolução dos conceitos de Trissomia 21 e Racismo

Há 155 anos, em 1866, John Langdon Down, médico inglês, trabalhava numa instituição para crianças com atraso mental e publicou um curioso trabalho intitulado “Uma classificação étnica dos idiotas” (idiotas e imbecis era a maneira como os médicos de então se referiam a crianças com déficit intelectual). No artigo, Down descrevia um grupo de jovens pacientes que tinham características em comum (incluindo a conformação do globo ocular) e que ele rotulou como “mongoloides”. Termo infeliz, duplamente depreciativo para as crianças, em primeiro lugar, e para o povo da Mongólia. Devemos lembrar que, à época, o colonialismo britânico estava no auge, e muitos povos da África, da Ásia e da América eram considerados “inferiores”, inclusive e principalmente do ponto de vista do desenvolvimento intelectual. Em 1959, dois pesquisadores, Jérôme Lejeune e Patricia Jacobs evidenciaram que a causa do síndrome era a trissomia, ou seja, a triplicação do cromossoma número 21 (lembre-se que os cromossomas s...

A evolução da relação Trabalho/Ócio, através dos tempos

A aversão ao trabalho é muito antiga e frequente em várias camadas sociais .Aliás a palavra ,”negócio”vem do latim nec otium(não ócio). Começou por ser um termo pejorativo,pois o ócio era um direito de gente superior; pois negócio era para a arraia miúda,para os invejosos. No vento da história viria também a palavra “trabalho”, que deriva do latim Tripalium (peça em madeira em forma de cruz,com que se atiçavam os escravos) . Não deixa de ser curioso, que as élites portuguesas não lhe dessem a elevação que as suas congéneres espanholas e italianas deram,ao referirem-se ao mundo do trabalho como o mundo “obrero “ do “laboro”repectivamente. O trabalho físico e manual era particularmente desprezado, era coisa para escravo e havia um costume muito curioso entre certos homens;deixavam crescer a unha do dedo mínimo, que atingia enormes dimensões. Eis a mensagem encoberta. “Esta unha prova que eu não trabalho com as mãos” Gente fina e inteligente ganhava dinheiro sem trabalhar . Mas as reali...

Mulher e Medicina

A história das mulheres no campo da saúde começou a escrever-se com destaque, no último terço do séc.XIX, quando tiveram acesso às aulas universitárias ,pois, mulher podia adoecer, mas não podia curar. No entanto,é de referir, fazendo um corte longitudinal aos tempos,que No Egito, Merif Ptah ( Primeira médica conhecida 2700 aC)homenageada num túmulo na necrópole Mênfis e 200 anos mais tarde, Peseshet “ supervisora das médicas “ imortalizada no túmulo do seu filho, fazem-nos crer, que mulheres médicas eram membros respeitados na sociedade do Antigo Egito. Na Grécia, a primeira mulher a exercer Medicina Agnodice , ao que parece, pertencia a uma família abastada de Atenas no séc.IVa.c. Demonstrou o desejo de aprender Medicina para poder ajudar as parturientes, pedido que lhe foi negado, pois esta profissão estava proibida ás mulheres. Não lhe restou outro remédio a não ser cortar o cabelo, vestir-se de homem e dirigir-se a Alexandria ,para estudar com Herófilo, e aí alcançou o seu objetiv...

DAB

A vontade de cada pessoa não tem qualquer papel para interferir com a presença ou ausência de um transtorno Bipolar.Isto liberta-a da culpa, mas não da responsabilidade de tratar de alguns aspectos da doença.Não pode decidir se é ou não bipolar, setem ou não ciclos rápidos ou sintomas psicóticos ou se apresentará um episódio depressivo no próximo mês.No entanto, pode decidir fazer ou não o tratamento de forma correta,regular o seu sono,não consumir drogas,álcoole exercermais ou menos actividade segundo a orientação do médico. Esta é a sua responsabilidade. Uma doença incurável? Se por incurável entendemos que não existe nehuma medicação que consiga que alguém deixede ser bipolar,então sim, a doença bipolar é incurável.É uma condição que, de algum modo,acompanhará aquele que a sofre durante toda a vida . Esta é a má notícia . Vamos para a boa; é uma doença incurável,mas não significa que não se pode tratar . Com as medicações disponíveis actualmente é possível esperar que a pessoa que s...