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A mostrar mensagens de outubro, 2023

As couves portuguesas

Parentes e enquadradas na família Brassicáceas, têm em comum o facto de produzirem flores com 4 pétalas dispostas em Cruz grega. As diferentes couves, os brócolos, couve-flor, rabanete e nabo são as principais crucíferas consumidas, mas o agrião, a rúcula e grelos também fazem parte desta família e oferecem a oportunidade de desfrutar de todos os benefícios das crucíferas acrescentando variedade nas experiências culinárias .A presença constante de legumes na nossa alimentação é um acontecimento festivo para todas as células do nosso corpo. É para elas um autêntico banquete de vitaminas, de minerais e de fibra, fundamentais para a realização da vida saudável no plano biológico. Mas entre nós não podemos deixar de referenciar e diferenciar duas espécies de couve a que chamamos couves portuguesas, porque são nossas, nomeadamente A couve Troncha- a da noite de Natal, a tal, que acompanha o seu fiel amigo o senhor Bacalhau e a Galega “ a de todo ano”…... “a do caldo verde”- a do nos...

o alho e a alhofobia

O alho tem poderes que salvam da morte, use-o, e com o mau hálito não se importe. Não o despreze, como aquele raro acusador para quem alho faz piscar:; dá sede e causa fedor. versos de tradução livre "do Regimen sanitatis Salernitarum" o alho tem tudo para ser considerado um alimento - medicamento e em boa verdade sempre o foi. Considerado pelos egípcios e gregos um alimento que dá força e resistência (os primeiros atletas olímpicos empanturravam se de alho antes de competir, o que faz dele a primeira substância que melhora o desempenho atlético da história ) o alho foi também um ingrediente essencial na medicina tradicional das primeiras civilizações, sendo utilizado desde a Antiguidade como remédio para uma variedade de doenças que vão desde infecções a problemas de circulação respiratórios ou de digestivos .Aliás, alega-se, que Hipócrates, o pai da medicina, teria uma um repertório de mais de 300 remédios que incluíam alho, canela e alecrim Terão sido os gregos que le...

Dióspiro I

Eis um fruto de outono e inverno por excelência!. Foi apelidado “alimento celestial” e “alimento de Zeus” respetivamente pelos japonês e pelos gregos quando denominaram “Dióspiro" O diospireiro, esse, é uma espécie de origem subtropical, adaptando-se em de clima temperado, até uma latitude de 40°.O diospiro (Diospyros kaki, L.) é um fruto proveniente da Ásia, mais precisamente da China, donde foi levado para a Índia e para o Japão, onde se cultiva desde o século XVII. Com o passar do tempo, difundiu-se pelos cinco continentes. Actualmente, os principais países produtores são o a China, o Japão, a Coreia , o Brasil, a Índia e, na Europa, Itália e Espanha. Supõe-se que terão sido os jesuítas que os trouxeram da China para Portugal durante o séc.XVII.Apesar da chegada tardia começaram a produzir-se nas Beiras e em Trás os Montes e mais recentemente também no Algarve Existem hoje mais de 2000 variedades diferente. Em função da sua cor e da adstringência,entre nós as qualidades ...

Da tomatada a "la tomatina "

Os espanhóis entraram em contato com o tomate nas Américas, produzindo grande quantidade no México no Peru e no Chile. A partir do seu conhecimento empírico, aprenderam a cozinhar com tomate, mas… tal como a batata,ele, pertencia (e) à malfadada família da Solanáceas, que na época era temida e… indesejada pela fama que ganhara de ter espécies alucinogénias e venenosas(encontram-se incluidas neste vasto grupo a Beladona, a Mandrágora). E como sempre " a angústia é a mãe do mito" no dizer do Prof Miller Guerra. Apesar da” economia da fome “ o percurso do tomate entre os europeus, compreende-se hoje, teria de ser inexoravelmente estranho e sinuoso. Uma das primeiras referências escritas sobre o tomate documentada, foi graças à pena do sacerdote Gregório de Los Rios, que estava encarregue de tratar o Jardim Botânico de Aranjuez, patrocinado pelo Rei Filipe II de Espanha (sécXVI).Teriam sido outros religiosos os pioneiros em introduzir o tomate nas suas refeições, pelo men...