O pastel de feijão – coisa de memória e de gula.
O pastel de feijão – coisa de memória e de gula. Sabia que os primeiros registos escritos sobre a introdução do feijão no território português datam do século XVI? Chamado de “feijão do Peru” ou “feijão das Índias Ocidentais”, foi acolhido nos campos e hortas das ordens religiosas — nomeadamente nos quintais dos franciscanos e beneditinos, onde se cultivava o necessário para sustento e partilha.Phaseolus vulgaris, na sua versão branca, tornou-se estrela discreta da gastronomia lusa: ora nas sopas de feijão com couve e chouriço, ora em forma de creme, ora… em pastel. Sim, o pastel de feijão! Aquele que leva muito açúcar, muitas gemas, massa fina e paciência — lembrando os doces conventuais, embora por cá não haja registo direto de mosteiros que o tenham inventado. Talvez por inspiração das freiras de Odivelas, de Arouca ou do Lorvão, que dominavam a arte de transformar leguminosas em massas doces e espessas (Simões, 2001). A verdade é que há outros pastéis de feijão pelo país (Ex ...