Falemos de Perservativos
Após a aparição da epidemia da sífilis, e o seu tratamento com mercúrio, surgiu o método mais eficaz para evitar o contágio o preservativo. Academicamente sabe-se nos dias de hoje, que a primeira evidência que temos do preservativo,é do Paleolítico Superior, numas pinturas rupestres encontradas nas grutas de Les Conbaralles (França),onde se observa um homem a usar uma proteção no seu pénis.Seguidamente existe, o registo de surgimento de figuras que exibem uma faixa no pénis, datadas 1350 e 1200 a.C em alguns murais egípcios.
Contudo, é a Falópio que se atribui a descoberta do condom (preservativo em inglês), embora uma lenda diga que os romanos já usavam, com o mesmo propósito, bexigas de bode. Fallópio(1523-1562), anatomista italiano descreveu na sua obra póstuma ( De morbo Gallico) o uso de um fino tecido de linho para envolver o pénis durante o ato sexual afim de evitar o contágio, baseado num seu estudo.
Durante o séc.XVII, começaram a ser ensaiados os primeiros preservativos, fabricados em linho e seda, os quais eram, para além de incómodos , pouco seguros. No séc.XIII, surgiram feitos de tripa de ovelha (intestino grosso- cego) e eram apelidados pelos Franceses de “ capuz inglês “, enquanto os Britânicos consideravam que era uma palavra francesa.
No séc.XIX, após a vulcanização da borracha, descoberta por Charles Goodyear (1800-1860) apareceram os preservativos desta, que trariam vantagens de segurança, comodidade e baixo custo. O primeiro preservativo de látex, foi fabricado em 1850 e posteriormente o inglês Macintosh, um empresário especializado na fabricação de impermeáveis, começou a produzi-los em grande escala.
Com eles e com os antibióticos, a humanidade tem enfrentado as doenças sexualmente transmissíveis, como é o caso da sífilis /sida / hepatites etc assim como para muitas gerações, atuou como única forma de gerir o planeamento familiar. Mas é preciso, sim, lembrar que sexo seguro não é sexo amedrontado. Sexo seguro é, simplesmente, sexo informado.
JLNA
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