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A mostrar mensagens de março, 2023

Da "construção do conhecimento´" à descoberta da aspirina

Claramente:o mais prático dos sois, o sol de um comprimido de aspirina: de emprego fácil,portátil e barato, compacto de sol na lápide sucinta. João Cabral de Melo Neto poeta brasileiro As origens da aspirina remontam a quase 4.000 anos. Na Suméria e no antigo Egito, a casca do salgueiro era usada para aliviar a dor.Hipócrates, o pai da medicina,já a usava para aliviar a dor de seus pacientes Com base nesse conhecimento tradicional,em 1763 Edward Stone investigou seu uso contra a febre e, em 1828, Johann Buchner extraiu da casca um ingrediente ativo, a salicina. A partir dele foi obtido o ácido salicílico, que por sua vez, em 1853, foi transformado pelo quimico frances Charles Frédéric Gerhardt em ácido acetilsalicílico No entanto, somente em 1853 que o químico francês Charles Frédéric Gerhardt fez a descoberta que abriu o caminho para a produção em massa da medicação em questão.A salicina, da forma que é encontrada no salgueiro, possui um efeito suave na dor. Dessa forma, Gerhardt...

Quando surgiram uns " garfos bons "

Civilização grega. Na altura, o garfo, com dois dedos apenas, era usado única e exclusivamente para servir os alimentos – até porque naquela época se comia com as mãos. século XI, a filha do imperador Constantino VIII, de Constantinopla, trouxe para a Europa uma novidade: um garfo dourado de dois dedos que, pasme-se, usava para espetar a comida. Podia ter sido o início da nova vida deste objeto, mas não. É aqui que começa a embirração da Igreja a propósito do mafarrico. Diziam os senhores do Clero que esse garfo se assemelhava demasiado à forquilha do Diabo. E que sendo os alimentos uma dádiva divina deveriam ser comidos à mão garfo,foi conquistando a nobreza aos poucos. O garfo já era utilizado em Florença desde o século XIV assimcomo as boas maneiras a maior elegância e discrição, o hábito salutar de se lavarem as mãozinhas (prática judaica ?)Para a criação do garfo contribuíram sem dúvida os enormes colarinhos de pregas essas ligeiras gargantilhas engomadas e encanudadas que...

John Langdon Down

John Langdon Down(1828-1896) nasceu no País de Gales,.Aos 14 anos, abandonou a escola para ajudar a família. Nessa época, conheceu uma garota com Atraso mental e desde então sua vida mudou quando se perguntou o que poderia ser feito com esses jovens.. Inscreveu-se nos cursos da Royal Pharmaceutical Society afim de obter conhecimentos biológicos que lhe permitissem investigar,colaborou com um dos mais importantes cientistas da Inglaterra, Michael Faraday (1791 – 1867).Regressaria à sua terra Natal ,onde deu aulas de química ,e onde cuidaria de seu pai já doente .Após a morte deste e com dinheiro da herança ,matriculou-se em Medicina na Universidade de Londres,onde foi um brilhante aluno. Todos lhe auguravam uma carreira brilhante na área da saúde, quando Down surpreendeu quem o conhecia ao entrar como médico no Royal Earlswood Asylum(Asilo). Esta instituição funcionava com sérias dificuldades, ninguém se interessava pelas condições de vida destas crianças que foram "depositadas...

As democráticas Favas

As Democráticas favas A fava é originária do Crescente Fértil. Os primeiros achados arqueológicos são datados de seis a sete mil anos Ac. Foi o legume mais significativo na área Mediterrânica, disseminando-se pela Ibéria e a partir daqui, para a América e o seu consumo rapidamente foi global. O baixo custo, elevado valor nutricional, facilidade de conservação e armazenagem (consumia-se muito sob a forma de favas secas), fizeram-nas habituais, nas mesas de ontem. Numa época em que se sussurrava e interiorizava “do Cerejo ao castanho, bem amanho, da castanha ao Cerejo, mal me vejo”, o Mediterrâneo arregalava-se com o espreguiçar da Primavera pois: “Favas o Maio as dá, o Maio as leva“ Que fazer? Arrecadá-las! como? Secando-as. O consumo da fava está enlevado de muitas lendas e histórias desde a Antiguidade. No Egito começou por ter muito sucesso, mas, posteriormente, deu-se a recusa completa, após ter surgido uma crença em que apareceu a expressão “campo de favas”, para designar o lug...

Uma pequena história do banho

Entre os antigos egípcios é onde encontramos os mais antigos relatos sobre o hábito de se tomar banho. Segundo documentos de mais de 3000 anos, o ato de tomar banho era sagrado e parecia ser uma forma de purificar o espírito do indivíduo. Não é por acaso, que eles tomavam cerca de três banhos em um só dia. Para muitos especialistas, o ritual acabou afugentando essa civilização de várias epidemias e pragas comuns à Antiguidade. Em Creta os banhos faziam parte dos intervalos que ordenavam a realização de banquetes. Sendo um dos povos que participaram da formação da civilização grega, os cretenses tiveram essa tradição mantida pelos povos que habitaram a Hélade. Para os gregos, o contacto com a água integrava o processo de educação de seus jovens,e de acordo com as várias representações da época, o jovem modelo,tanto dominava a leitura, como praticava a natação. No decorrer da Antiguidade, os romanos, visivelmente influenciados pela cultura grega, ampliaram a recorrência do hábito real...

A feijoada de batata doce de Aljezur

Batata-doce: quanto mais roxa melhor! A batata-doce é nativa da América Central e do Sul e é um dos vegetais mais antigos conhecidos pelo homem. Foi consumida desde os tempos pré-históricos, como foi evidenciado, nos vestígios de batata-doce, descobertos em cavernas peruanas que datam de 10.000 anos A.C. Foi Cristóvão Colombo quem primeiro a trouxe para Espanha, depois da sua primeira viagem ao Novo Mundo em 1492,ofereceu-a a Isabel, a católica, como prova do achado das "Índias”. Difundiu-se pela Europa, tendo sido um êxito na Inglaterra, onde apreciaram a sua doçura, (ainda era raro o açúcar) Na 2ª metade do séc. XVI seria espalhada nomeadamente por exploradores portugueses que a introduziram-na na África para alimentar os escravos, na Índia, na Indonésia, na China e no Japão e pelos espanhóis nas Filipinas, assim como, começou a ser cultivada no Sul dos atuais EUA, onde cedo fez parte da gastronomia tradicional desta região. Entre nós em 1538, já se cultivava na Ilha Terceira n...