Final Arroz I

Pela rota da China ,o arroz chegou e foi consmido na Pérsia e na Mesopotâmia no século V a.C. O "aruzan" apareceu citado em textos gregos do séc. II. acrescentando- lhe Teofrasto, a condição de planta rara, estranha e quase desconhecida. Mas, o acaso e a necessidade foram lestos a colocarem os médicos a o seu uso útil para certas afeções intestinais recomendar a ingestão de água de arroz(alimento -medicamento) ,também os romanos Plínio e Columella prescreviam o seu uso em certas afeções intestinais aliás, tal como hoje, “alimento -medicamento “e símbolo da fertilidade( daí a tradição de o lançar aos noivos à saída da igreja, após a cerimónia do matrimónio) Consta que teria entrado na Península Ibérica pela mão dos árabes depois de 711, Muito provavelmente o arroz, chega a Portugal pelos árabes (em árabe arroz diz-se roz (al roz) ,talvez por evolução fonética do vocábulo persa orz .tendo então surgido os primeiros arrozais ibéricos, onde estariam englobados os nossos Campos do Mondego e Lezíria do tejo, num difícil e arriscado cultivo,(o paludismo que o diga) No entanto a produção de arroz entre nós, apenas se encontra assinalada no reinado de D. Dinis (1279-1325) que incentivou o seu cultivo(.com o impulsionar de numerosos trabalhos de drenagem de terrenos alagadiços). É a partir daqui, que o arroz se transforma em alimento dos rústicos dado que, era alimento de ricos. No entanto, desta altura , apenas existe documentada a citação de arroz através da sua farinha para a confecção do famoso “manjar branco” Outas fontes da época referem o arroz ser vendido na Ribeira de Lisboa diariamente desde o séc. XIV, Somente em Quinhentos, o arroz se terá tornado mais popular, após a venda de arroz-doce. No livro “Colóquios dos Simples…” em 1563 Garcia da Orta cita em várias circunstâncias o arroz. O Conde de Ficalho na sua obra “Garcia da Orta e o seu Tempo”, 1886, refere que uma das qualidades de Antónia, sua “cozinheira, peritíssima na sua arte, sabendo fazer…, o caldo com arroz, ou canje, …”. A cultura do arroz do arroz foi proibida no sécxvIII,devidoà sua associação à malária,e só de novo legalizadajá no final de séc xix,para ser mesmo incentivada no sécxx Nos anos 30 os arrozais cresceram significativamente na bacia do Mondego, da Beira Baixa, no Sado e alguns afluentes do Tejo - e o consumo disparou. .Este consumo elevado vai manter-se até aos dias de hoje, que é de 16 kg/individuo(segundo a Associação Nacional dos Industriais do Arroz),4 vezes acima da média europeiaQuanto a certificações de qualidade,o arroz carolinodo Baixo Mondego e o arroz carolino das Lezírias Ribatejanas já se encontrm na categoria IGP(Indicação Geográfica Protegida), E isso é bom ou mau nutricionalmente ? Esta nossa apetência pelo arroz, difícil de explicar, adiciona valor nutricional à alimentação dos portugueses, na medida em que o arroz é quase sempre consumido simples ou adicionado de hortícolas em processos de cozedura que mantêm intactas muitas das características nutricionais dos seus ingredientes, e a higroscopia (a capacidade do arroz, absorver água e nutrientes como vitaminas e minerais durante a cozedura ) permite ao preparado final absorver muitos nutrientes que de outra forma se perderiam. Daí os portugueses terem sabido “dar a volta “ ao aproveitar a versatilidade do arroz e capaz de ser a base de uma sopa ou entrada, prato de peixe ou carne e doce Para começar com as sopas, lembremos “a canja”, Mas temos muitas outras sopas que se completam com arroz Mas os Portugueses foram hábeis a confecionar arroz de guarnição com vegetais ou leguminosas. Temos os célebres; arroz de tomate, de espigos, de feijão de ervilhas …. Nos peixes, habituámo-nos a comer um arroz malandrinho , de bacalhau, de línguas de bacalhau, de lingueirões, de polvo, de lampreia e de mariscos vários. Depois, obrigamos um arroz de tomate a acompanhar carapaus fritos, filetes de pescada, pataniscas de bacalhau…Quanto às carnes a escolha é difícil Para além do Arroz de Pato, ultimamente “na moda” temos o nosso grande sucesso com as cabidelas de galinha(ícone da cozinha portuguesa… No capítulo de doces a glória vai em directo para o arroz-doce nas suas variantes, com mais ovos ou menos ovos, e sempre com canela a enfeitar É caso para dizer, que também através dos nossos arrozes, agarramos a barriga do turista, já que são crescentemente afamados, embora ainda não com a nomeada da paella de Espanha ou de risotto italiano. Não deixar de visitar o Museu do Arroz- a Sul de Lisboa Apenas um senão, é frequente ainda ver-se na restauração, no prato servido a coabitação da batata frita, com o arroz o que devemos evitar,e optar por um dos dois ( pelo carolino) ; por ser nutricionalmente errado e pelo combate á obesidade - a Bem da Nação! refer~encias Património Alimentar de portugal- Maria manuel Valagão Pag 16

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