Final agrião
Final agrião
Agrião: uma planta crucífera que merece ser mais conhecida
Muitos estudos indicam que o consumo regular de vegetais crucíferos está associado a uma redução significativa no risco de cancro. Além dos vegetais crucíferos cujos efeitos protetores estão bem documentados (brócolo, couve-flor e couve de Bruxelas), outros membros menos conhecidos desta grande família são também extremamente interessantes para a prevenção do cancro. Este é particularmente o caso do agrião.
Vegetal aquático nativo da Europa e da Ásia Central, o agrião está presente na alimentação humana desde a pré-história. Existem duas espécies de agrião, o agrião-de-rio e o agrião-da-horta Por isso, ele se destaca por sua alta densidade nutricional, considerando substâncias para ingerir diariamente.
Muitos poderão desconhecer que o agrião é um hortícola que antigamente nascia de modo selvagem junto às águas paradas, ganhando assim uma má reputação durante longos anos, por ser associado a contaminações, ou seja, julgava-se que o seu crescimento era feito à custa de águas poluídas.
Hoje em dia, o agrião é vendido nos supermercados e além de não representar qualquer malefício para a saúde é ainda considerado por vários estudos científicos como um vegetal de elevada importância nutricional
. Do ponto de vista mais convencional da nutrição, o agrião disponibiliza boas quantidades de vitaminas A, C, E (α-tocoferol), K e do complexo B (as vitaminas B1, B3 e B6). Quanto à riqueza em minerais, no agrião destacam-se o manganésio e o trio cálcio, magnésio e fósforo, os componentes básicos da estrutura óssea.
Para além disso, o agrião oferece um conjunto razoável de fitoquímicos: β-caroteno e luteína, da classe dos carotenoides; kaempferol e quercetina, da classe dos flavonóides; e 3 glucosinolatos –.
Este vegetal é uma excelente fonte de vitamina C, de ferro em 100 gramas, superando a quantidade presente em 100 gramas de carne. Assim, ele é um excelente aliado no combate à anemia.
São fonte de alguns fitoquímicos com potenciais benefícios para a saúde, como é o caso dos glucosinolatos. Estes fitoquímicos libertam um composto, o β-feniletil isotiocinato (PEITC) , que contribui para o seu sabor apimentado, bem como pelos resultados animadores na prevenção do cancro.
Entre outros benefícios, o agrião ajuda a fortalecer a visão, aumentar a densidade óssea e fortalecer o sistema imunológico. Além disso, ele ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas, graças aos seus compostos antioxidantes.
Como incorporar o agrião na dieta?
Você pode comer o agrião de diversas maneiras. Ele pode servir de ingrediente em saladas, sanduíches ou como condimento de outros pratos.
Outra opção é cozinhar o vegetal, o que ainda fornece grande quantidade de fibras e antioxidantes. Com umas folhas e alguns pés de agrião faz-se uma salada fresca e excelente; o que sobrar aproveita-se para uma sopa, por exemplo, para o almoço do dia seguinte. No entanto, nunca é demais lembrar a importância de uma lavagem adequada para que os possa consumir crus, minimizando os riscos biológicos associados ao consumo de vegetais crus e que podem prejudicar a saúde.
O agrião é um hortícola muito sensível e, por isso, muito perecível, o que significa que rapidamente as suas folhas amarelecem. Mas isso torna-se numa vantagem! Assim sabe que ao ser consumido verde, está no estado de maior frescura possível, uma premissa da verdadeira alimentação saudável: quanto mais verde e fresco, melhor!
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