Final Melão I
Dizem os sábios, que a região de origem do melão, não é bem conhecida, mas alvitra-se que provirà da África Oriental intertropical,ou do Sudoeste Asiático.Sabe-se com maior segurança que no séc.V a.C,a sua produção foi experienciada e domesticada, no Delta do Nilo.A partir daqui a sua produção deslocou-se para ocidente e oriente.Esta curcubitácea(Cucumis melo) na sua peregrinação pela Grécia, começou por se chamar "pepon" o contrastava já com o "pepino" e posteriormente,talvez por ter o tamanho de um marmelo, passou ater um nome genérico grego "mellos"(a fruta).Com o sua evolução e aumento na forma, surgiria a palavra melão(ao princípio era quase uma hortaliça convertendo-se já muito depois no fruto que hoje o conhecemos).Terá sido muito acarinhado e trabalhado (consumido com molho picante) pelas classes dominantes romanas e pela mão destas, terá chegado à nossa Ibéria. Aqui, viriam a surgir variedades aromáticas, doces, refrescantes e atraentes,o que levou a que a Península Ibérica tenha sido um dos grandes centros de diversificação do melão .posteriormente,com um renovado contributo árabe de permeio, Portugal e Espanha tornaram-se os únicos consumidores (e produtores) de melão na Europa, durante a Idade Média.
No século XVI,monges trouxeram do Oriente para Roma , uma variedade redonda, de polpa alaranjada e saborosa, que era cultivada nos jardins da residência de Verão dos papas em Cantalupo, perto de Roma. Esta variedade levada para França,ficou com o nome de “Cantaloup”.A partir do século XVI o seu cultivo difundiu-se por outras zonas de França e abastece a Corte e os mercados de Paris.Espalhou-se para Charente,onde, por selecção, foram criados muito mais tarde os famosos “Cantaloupes Charentais”, depois os “Charentais bordados”.
Os médicos do renascimento não o tinham em boa conta,acusando-o de corromper o estômago e de inibir os desejos carnais porque "a frigidez do melão, combateria o ardor destes".
No séc. XVIII Voltaire enalteceu-o "pele de suco, uma bola de luz, uma obra-prima do verão". Por sua vez,Alexandre Dumas séc.XIX,apreciador de melões e em particular dos de Cavaillon, pede, em troca da doação de toda a sua obra publicada que fez em 1864 à biblioteca municipal, uma renda vitalícia de 12 melões por ano. E depois,como
"mise en scène", foi criada a irmandade dos Cavaleiros do Melão de Cavaillon
E entre nós? Continua a ser um rei das Festas de Verão(Junho e Setembro)sejam elas, de família ou ao Orago.Faz parte da "celebração", da "partilha" da alma lusa,quer na chegada quer na partida, dos portugueses." faz parte da mobília" na casa dos portugueses.
Os melões, esses, vão -se lentamente categorizando.Os Casca de Carvalho, os da Vilariça, de Campo Maior e Elvas e da Amareleja têm hoje, o estatuto de Produtos Tradicionais Portugueses,os outros, os de Almeirim e as meloas (Cantalupo arredondado) continuam afamados ....são reis -nas sobremesas. Sem dúvida continua a ser um bom hábito na dieta dos portugueses,dão nos a sazonalidade e a localidade que hoje ambicionamos.
Na sua ficha técnica o melão tem uma grande quantidade de água, responsável pelo seu sabor refrescante e pelo seu baixo conteúdo energético. Uma fatia de melão com 100 g transporta apenas 34 calorias, e uma apreciável quantidade de Vit.C,conhecida pela sua ação antioxidante e papel no sistema imunitário .Uma talhada corresponde a cerca de 2/3 das necessidades diárias de Vit C.A sua riqueza em eletrólitos é salutar ( sódio, potássio, cálcio e magnésio), e por tal, é uma excelente opção para dias quentes e, após a prática de atividade física.O policromatismo da polpa pode ter tonalidades múltiplas (que vão desde o salmão, ao laranja, ao verde e até ao branco,) Tal indicia a qualidade e quantidade dos pigmentos ou fitoquímicos predominantes, neste caso o Betacaroteno (estrela da companhia), por proteger as membranas das células e do ADN dos danos por oxidação
.Hoje,são múltiplos os estudos, a observar o efeito protetor do Betacaroteno na denominada "inflamação crónica de baixo grau" que tanto nos apoquenta.Uma alimentação rica em frutas e vegetais, precisa-se.
Como é comido? Como entrada, a acompanhar presunto(hábito, que como não podia deixar de ser, veio de Itália e vingou ) e como sobremesa(há quem o adube com vinho do Porto)
Sabemos não ser pera, doce selecionar um melão.Avisados pelos adágios populares,.As precauções a ter, são múltiplas, para além do olhar e do reparar, também são olfativas(perfume), e fundamentalmente táteis(peso) pois “melão a peso, melancia a olho”.
Mas,no caso de falhar! não conforme-se não"fique com um grande melão",lembre-se que
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