Final "estar fresco como uma alface "
Consultando infopédia (latim, lactuca saliva, do árabe al-khass)planta herbácea comestível, da família das Compostas, muito cultivada em Portugal, cujas folhas, bem como as de outras variedades da mesma espécie, são muito utilizadas em culinária, sobretudo na preparação de saladas
A alface é uma das hortículas mais antigas(5000 anos)originária da India; domesticada no próximo Oriente que entrou nas mitologias da Antiguidade Clásica através das multiplas histórias de relação alface e Sexo (associação constante que durou milhares de anos ). Já as sepulturas egípcias revelam pinturas de alface . o estudioso grego Dioscórides escreveria que alface cultivada em hortas é benéfica para o estomago,resfria, faz dormir, amolece a barriga …..faz bem aos idosos que têm estômago fraco e fino;é boa para quem muitas vezes sonha com coisas de luxúria e faz desaparecer o desejo",também Galeno Séc.I descreveu as suas capacidades anti inflamatóias ,aliás em Roma a alface foi famosa e mágica daí o apelido"alface romana".César Augusto mandaria construir uma estátua em sua homenagem, pois acreditava que ela o tinha curado, aquando enfermo,;ora era comida para ajudar a digestão e promover o sono no final das refeições,ora para estimular o apetite, no seu inicio, para estimular o apetite (sob a forma de saladas) O célebre agricultor Columella séc.I apaziguava as ansias, da tranca na barriga,lembrando aos seus contemporaneos que a alface podia ser cultivada o ano todo, com climas temperados e bastante água.
E por cá? Desde tempos imemoriais conta-se que, os almocreves moçarabes dos arrabaldes de Lisboa aquando apelidados de "saloios" pelos lisboetas,e, talvez cansados de exigências e sobrancerias,lhes retorquiam de um modo agri-doce, apelidando-os de "alfacinhas"( comparando os lisboetas a grilos tal o gosto e avidez pelas suas alfaces que cultivavam e vendiam)
O populismo conta também,que no cerco de Lisboa de 1384 (de 4 meses e 27 dias) Lisboa se teria aguentado a comer alfaces. Não é verdade. O cerco foi levantado com o alarme de peste… a imaginação por vezes é perigosa.
Hoje, quando se compra um alface, pode seguir diversos critérios e escolhê-las, quer pela variedade botânica, quer pelo liso ou frisado das folhas, quer ainda pela cor de tons verdes ou roxos. Pode ainda optar por alfaces cultivadas ao ar livre ou em estufa"
Extremamente rica em diversas vitaminas (k A e C )e minerais ( manganésio, potássio, ferro e cálcio), alface é também uma boa fonte de fibras sobretudo insolúveis 7 por cada 100 g de folhas contém ainda bons níveis de carotenoides(o Beta caroteno e a luteína / zeaxantina). O Beta caroteno para além de outras propriedades atua como agente anti cancerígeno através do seu efeito antioxidante e também melhora a comunicação intercelular. A dupla luteína / zeaxantina promove uma ação anti-inflamatória contribuindo para a prevenção de alguns tipos de cancro. e na degeneração macular (visão )
Os ácidos fenólicos são identificados como elementos quimio preventivos e terapêuticos das diferentes fases do cancro iniciação/ promoção/ e progressão 80 .
Os fitoquímicos atrás referidos além da sua ação anti cancro estão ainda associados à prevenção de outras doenças crónicas, em estudos dirigidos por diferentes centros de investigação, recomenda-se vivamente o seu consumo, através de alimentos naturais 81
Foi encontrada na alface romana ácido acetil-salicílico também é considerado um alimento "aspirina" relacionado co a prevenção cardíaca.
Destaque tanbém, para o ácido acetil-salicílico principal produto ativo, presente na "aspirina" que é usado para tratar inflamações, foi encontrada na alface romana; este ácido é um inibidor de Cox 2 , um enzima chave nas inflamações, em certas em certos cancros, e no desenvolvimento de doença cardíaca.
culinária
Saladas, alface com rodelas de maçã e passas de arando secos, laranjas, uvas e ananás servir uma salada no dia seguinte também conhecida como salada murcha, pode aumentar a absorção dos nutrientes, não há problema em cozinhar a alface .
A alface fica bem não só com parceiros vegetais - a salada mista - mas com muitos outros alimentos podemos por exemplo consumi-la nas ocasiões em que se come camarão ou outros crustáceos como a lagosta
Portant, "entre couve e couve,alface"como diz o provérbio.
Avyon de Juan de 1557 diz que" alface nasce e cresce nos jardins; floresce no mês de julho .Dioscórides diz que alface cultivada em hortas é benéfica para o estomago. Resfria, faz dormir, amolece a barriga …..faz bem aos idosos que têm estômago fraco e fino;é boa para quem muitas vezes sonha com coisas de luxúria e faz desaparecer o desejo
hoje que faz parte de saladas que geralmente são entradas.
PORQUÊ ALFACINHAS?
«Para começar apresento a ilustração de Luís Diferr sobre Lisboa antes do Terramoto…
E faço eco de uma persistente pergunta – por que razão são os lisboetas designados, desde tempos imemoriais, por alfacinhas?
Almeida Garrett imortalizou o epíteto nas «Viagens na Minha Terra», mas não explicou: «Pois ficareis alfacinhas para sempre, cuidando que todas as praças deste mundo são como a do Terreiro do Paço».
Pois bem, alfacinha vem mesmo de alface (latim, lactuca saliva, do árabe al-khass) e o diminutivo é um sinal não apenas de afeto, mas também de uma certa depreciação… É que provavelmente foram os moçárabes dos arrabaldes, a quem os lisboetas chamavam saloios (da palavra çaloio, que era o tributo pago pelos padeiros mouros de Lisboa), que devolveram o cumprimento, comparando os lisboetas a grilos pelo gosto das alfaces que cultivavam, comiam e encomendavam aos almocreves que pagavam os seus tributos nas portas de Benfica para entrarem na cidade.
Correu a ideia de que no cerco de Lisboa de 1384 (de 4 meses e 27 dias) Lisboa se teria aguentado a comer alfaces. Não é verdade. O cerco foi levantado com o alarme de peste…
Em suma, «alfacinha» é um mimo dos moçárabes saloios, talvez cansados de exigências e sobrancerias…
Lisboetas, alfacinhas para sempre…»
Guilherme d’Oliveira Martins, Diário de Agosto, Centro Nacional de Cultura, 1/08/2017
BOTÂNICA (Lactuca sativa) planta herbácea comestível, da família das Compostas, muito cultivada em Portugal, cujas folhas, bem como as de outras variedades da mesma espécie, são muito utilizadas em culinária, sobretudo na preparação de saladas
2. BOTÂNICA designação comum, extensiva a diferentes espécies de plantas herbáceas do género Lactuca, da família das Compostas
estar fresco como uma alface
estar bem-disposto, sentir-se forte e animado
Do árabe al-khass, «idem»
ver alface nos provérbios entre nós "entre couve e couve,alface"
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