Laranja ;melhor comê- la do que bebê-la

melhor comê- la do que bebê-la Rei dos citrinos Ao que tudo aponta, originária do sul da Ásia terse-á espraiado pela Síria, Pérsia e bacia mediterrânica. no entanto,as primeiras espécies trazidas pelos árabes para a Península Ibérica eram as “azedas” pelo ácido do seu sabor.As variedades amargas da laranja foram cultivadas muito antes da idade média,foram os portugueses que, nas suas relações comerciais com a China, trouxeram a versão doce "Citrus Sinensis" que se adaptou com toda a naturalidade ao solo e sol algarvio e aproveita de forma gulosa a muita exposição solar daquele pedaço de Portugal. As variedades doces só existem desde o século XVI . As bravias, abrigadas e solarengas encostas do Douro eram solo fértil para os laranjais que produziam grande quantidade de laranjas que, depois, desciam o Douro nos Barcos Rabelo conjuntamente com o vinho, o azeite e outros produtos. Num quotidiano difícil, as menos sumarentas e mais ácidas serviam de refeição de meio-dia aos camponeses numa receita que, hoje, até parece gourmet. Cortadas às rodelas e já sem os caroços, as “laranjas azeitadas” eram salpicadas com sal grosso e alho picado e regadas com azeite. Eram depois comidas com pão e azeitonas. Agridoce? Curiosidade, pelo menos, suscita. A mostrar como a alimentação é elemento de estratificação e escalada social, mais tarde, esta “laranja azeitada” transforma-se em “laranja dos ricos” e “laranja dos fidalgos” com a adição de açúcar e como acompanhamento a assados. Hoje este citrino manteve totalmente inalterável a sua importância na nossa alimentação pois, para além de ser um fruto fresco com maior volume de produção no nosso país, logo a seguir a maçã, tem uma grande versatilidade culinária e até a sua casca é aproveitada As laranjas do Algarve fazem parte do grupo “Citrinos do Algarve IGP” cuja forte e organizada produção fazem deste fruto um poderoso elemento nas nossas exportações. O Brasil é o país que lidera a produção mundial de laranjas seguido dos Estados Unidos México Espanha etc as laranjas são uma excelente fonte de potássio o mineral que é importante para a saúde do Coração e 11 excelente fonte de vitamina C fornecendo 130% da dose diária recomendada por laranja as laranjas também são uma boa fonte de vitamina B folato q sua quantidade de folato, carotenóides ,e fibra não é de desprezar ue ajuda a proteger contra a doença cardíaca problemas à nascença ponto quanto aos fito químicos arranjas são uma fonte rica de flavanonas, um grupo especializado da família dos flavonóides de antioxidantes que proporciona proteção celular contra a contra a recepção de doenças (imunidade ) compostos fito químicos mono :mono terpenos ,flavanonas principais cancros--- -estomago e esófago conhecidos pelo elevado teor de ViT C, também tem vários polifenóis e mono terpenos O consumo regular de citrinos está associado a uma redução do risco de cancro do estômago e do esófago (Beliveau) o facto da sazonalidade da laranja abranger os meses de inverno, aliado ao fortalecimento do sistema imunitário beneficiado pela vitamina c, sempre deu à laranja um rótulo positivo no que toca à prevenção de gripes e constipações pois é também a combinação desta vitamina com outros fitoquímicos- com a maior concentração na parte branca da laranja- que lhe confere um papel benéfico em processo de cicatrização e propriedades antiinflamatórias. Referências Carson I. A. Ritchie –”Comida e civilização “ pag Cesar Aguilar História da Alimentação Mediterrânica pag José Quitério -” Livro de bem comer “ L .Jacinto Garcia-“ Comer como Deus Manda “ Pag Pereira Ana Marques “Luís Sttau Monteiro Gastrónomo 154 Pedro Carvalho e Victor Hugo-“os 50 super alimentos Portugueses” pag127 - sociedade Europeia de Cardiologia - British Medical Journal -Cavaleiro Olga À MESA – LARANJAS -Katie Bohn, Universidade Estadual da Pensilvânia Referências À MESA – LARANJAS Neste tempo frio e cinzento de paisagem ainda despida é um regalo passar junto às casas e olhar a mancha laranja que as laranjeiras nos dão. É um sol em cada quintal. Carregadinhas a fazer vergar os ramos, as laranjeiras lembram que este é o tempo de comer as laranjas. Diziam os antigos das terras planas do Mondego que “quem come laranjas antes do Natal ou é burro ou é animal”. Saber de experiência feito com as laranjas a amargarem antes da época natalícia. Já pelo Algarve, terra de céu luminoso, em Dezembro, as laranjas eram abundantes e docinhas sendo motivo de ornamentação das árvores de Natal. Visões diferentes de um fruto que acontece por todo o país, mas que é no Algarve que adquire maior expressão de produção. A tal não serão alheias condições históricas, mas também um solo e um clima propícios a sua propagação. De tal modo, que as laranjas do Algarve fazem parte do grupo “Citrinos do Algarve IGP” cuja forte e organizada produção fazem deste fruto um poderoso elemento nas nossas exportações. A riqueza é muita no que respeita a laranjas. É como o seu sumo, alimenta muitos imaginários e muitas histórias. Importa saber que as primeiras espécies trazidas pelos árabes para a Península Ibérica eram as “azedas” pelo ácido do seu sabor. São os portugueses que nas suas relações comerciais com a China trazem a versão doce Citrus Sinensis que se adapta com toda a naturalidade ao solo calcário algarvio e aproveita de forma gulosa a muita exposição solar daquele pedaço de Portugal. Se até aí a laranja não fazia a diferença na alimentação, esta vinda da China fez criar uma relação bem sumarenta entre os portugueses e aquele fruto. Razão mais do que suficiente para a música popular “Olha a laranja da China, que nasce no arvoredo, não te ponhas à esquina, que eu passo e não tenho medo”. O amor a sobressair na “Laranjeira de pé d’oiro, que dá laranjas de prata, tomar amores não me custa, deixá-los é que mata”. O povo sabe bem a importância das coisas. Que nisto de laranjas o Algarve é território privilegiado já todos sabemos. Lindo é perceber que as laranjas do Douro surpreendem pela sua qualidade, como pela forma como são comidas. Do mesmo modo que outros frutos como a figueira e a amendoeira têm grande expressão no Douro, as laranjas de Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé e Moncorvo eram, no século XIX, referenciadas pela elevada qualidade. As bravias, abrigadas e solarengas encostas do Douro eram solo fértil para os laranjais que produziam grande quantidade de laranjas que, depois, desciam o Douro nos Barcos Rabelo conjuntamente com o vinho, o azeite e outros produtos. Num quotidiano difícil, as menos sumarentas e mais ácidas serviam de refeição de meio-dia aos camponeses numa receita que, hoje, até parece gourmet. Cortadas às rodelas e já sem os caroços, as “laranjas azeitadas” eram salpicadas com sal grosso e alho picado e regadas com azeite. Eram depois comidas com pão e azeitonas. Agridoce? Curiosidade, pelo menos, suscita. A mostrar como a alimentação é elemento de estratificação e escalada social, mais tarde, esta “laranja azeitada” transforma-se em “laranja dos ricos” e “laranja dos fidalgos” com a adição de açúcar e como acompanhamento a assados. Depois da maçã, a laranja é o fruto mais consumido no mundo e Portugal, não estando entre os primeiros países produtores, ocupa pronunciado lugar de destaque. Pelas caraterísticas que as nossas laranjas têm e que, orgulhosamente levámos para outras paragens ao ponto de na Turquia, Irão, Roménia, Grécia, a palavra laranja estar associada foneticamente a “Portugal”, devemos fomentar, por um lado a diversidade, e devemos, sobretudo, consumir laranjas portuguesas. A laranja portuguesa faz bem! Pensa-se que a laranja tenha originado tenha origem no sul da Ásia e a partir daí se tenha espalhado para a Síria Pérsia Itália Espanha e Portugal . Colombo levou as para as Índias ocidentais e os exploradores espanhóis levaram nas para a Flórida e oranges onde foram plantadas pela primeira vez entre 1874 e 1877 Hoje"No séc XVI, os portugueses “trouxeram” a laranja para Portugal e, assim, foram os portugueses que a introduziram na Europa. Não é à toa que em alguns casos deparamo-nos com o rótulo: Portugal, o país das laranjas! Por este motivo, e por incrível que pareça, hoje em dia as laranjas são denominadas portuguesas em alguns países europeus! Sim, é no mínimo engraçado. Ora vejamos: em romeno laranja diz-se "portocálâ", em búlgaro "portokal", em grego "portokáli" e em turco "portokal". Mas esta associação não se fica pelas línguas europeis. Em farsi (persa), língua oficial de países como o Irão ou o Afeganistão e falado em países como a Arménia, a Geórgia ou o Iraque, a palavra portugal (em farsi: پرتغال – lê-se: porteqal) significa laranja! Em árabe, uma língua falada em cerca de 20 países (países como o Egipto, Líbia, Síria, Argélia, Arábia Saudita, etc.), com aproximadamente 280 milhões de falantes, em todas as suas derivações, a palavra Portugal (em árabe: برتقال – lê-se: bortuqal ou burtuqálum) designa também o fruto laranja." Fonte: Muçulmano e português. Infopédia nome feminino 1. BOTÂNICA fruto (hesperídio) da laranjeira, arredondado, dividido em gomos sumarentos e coberto por uma casca cuja cor varia entre o amarelo e o cor de laranja 2. BOTÂNICA variedade de pereira cultivada em Portugal adjetivo de 2 géneros e 2 números 1. que é da cor característica deste fruto 2. POLÍTICA gíria relativo ao Partido Social Democrata, partido político português nome masculino 1. cor resultante da mistura de vermelho e amarelo 2. Brasil coloquial pessoa cuja identidade é utilizada para encobrir fraudes ou crimes financeiros de outra; testa de ferro estar a pão e laranjas -sofrer restrições, estar castigado Provérbio A Laranja, de manhã, é oiro; à tarde, é prata; e, à noite, mata. » Vale mais uma laranja, em Janeiro, que maçã, de madureiro. 50 Não fazemos ideia como a laranja nos protege e promove além-fronteiras. Não por a laranja portuguesa ser muito divulgada (apesar de a laranja do Algarve estar muito bem cotada) mas por ter sido por resgatada a China pelos portugueses e divulgada na Europa ponto como tal, Hoje em dia, sempre que se fala em laranja na Grécia na Turquia e na Roménia o nosso nome vem à baila com respectivas designações de portoKalli PortoKal e portocala. Aliás, em algumas culturas e em certos países a laranja tem tamanha singularidade que nem existem muitas palavras que rimem com o seu nome. Este citrino manteve totalmente inalterável a sua importância na nossa alimentação, pois, para além de ser o fruto fresco com maior volume de produção no nosso país logo a seguir à maçã, tem uma grande versatilidade culinária e até a sua casca é aproveitada. A história nutricional da laranja sempre teve por protagonista a vitamina C, tendo este aspecto um caráter central uma vez que este nutriente eclipsou todos os compostos existentes na laranja.De facto a vitamina C é um elemento de maior destaque neste fruto, no entanto a sua quantidade de folato, carotenoides e fibra, não é de desprezar O que infelizmente acontece muitas vezes a desprezarmos toda esta riqueza nutricional transformando a laranja ao seu sumo ficando as suas fibras nos labirintos do espremedor e as suas vitaminas a oxidar aos olhos aos nossos olhos num espetáculo de raro desperdício. Ainda assim no espectro da fruta em estado líquido são preferíveis no que diz respeito às vitaminas e aos minerais e aos polifenóis são os naturais de laranja feitos na hora de ao sumo 100% e esses outros aos néctares ponto parágrafo o facto da sazonalidade da laranja abranger os meses de inverno, aliado ao fortalecimento do sistema ....io noticiado pela vitamina c vírgula aliado ao fortalecimento do sistema imunitário noticiado pela vitamina C, sempre deu a laranja um rótulo positivo no que toca à prevenção de gripes constipações pois é do que a combinação desta vitamina com outros fitos químicos traço com maior concentração na parte branca da laranja que lhe confere o papel benéfico em processo de cicatrização e propriedades antiinflamatórias ponto parágrafo é portanto importante manter a nossa relação histórica com a laranja, atendendo sempre ao critério que será melhor comê-la do que bebê-la

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