sardinha -"Um velho que não adivinha não vale uma sardinha "
“as sardinhas de Aveiro rechinavam, o odor da salmoira embalsamava a casa toda; queria um prato cheio, atestado das sardinhas saborosas, um pão dos grandes, um litro de verde. E comia à boca rasgada, atolado, gozoso, feliz da sorte”
(O Homem que matou o Diabo) Aquilino Ribeiro.
Há mais de 500 anos, que os portugueses se enamoraram e a elegeram .. pessoa de família.Raínha dos peixes portugueses, tal como a “Nau Catrineta “tem muito para contar"!
Mesmo antes da “mesa ser mesa” acompanhou-nos nas festas e nos dias pálidos- mas sempre aconchego.
Dizem, que a sardinha já constava no famoso e oomnipresente Garum que os romanos elegeram.Na Europa Cristã, durante a Idade Média,os jejuns de carne,(podiam chegar até aos 240 dias), e o cheiro a peixe, acalmava a peste e a fome, que também era negra.Sardinha, bacalhau e arenque arregalavam os olhos dos que, os podiam ver. Mas, a sardinha,vindo sempre “à rede”, nunca foi esquecida.
Em registos escritos ao longo dos séculos, consta que foi alvo de múltiplas e aflitas disputas, até chegar á mesa dos pobres, e não só. Havia reis que muito a apreciavam: D. João II, judiciosamente,era seu fã;assim como, D. Luís e D Maria Pia,que eram perdulários por "sardinha assada" e diga-se, por"canja de galinha"possivelmente ao compasso do ” Nem sempre galinha, nem sempre sardinha”.
Pelas rotas do sal,chegava ao interior conservada em sal ou defumada pela mão de vareiras e de Malhadinhas(almocreves) múltiplos.Em anos não muito longínquos, mas de má memória,(apenas um século),ainda ouvimos histórias da sardinha que se partia e repartia, num gesto, que irmanou homens e mulheres,ora de disputas que levavam ao "ensardinhar," em plena economia da fome.
Chegou-nos a fortuna da invenção dos transportes rápidos e refrigerados, trouxeram a bonança do" diretamente do mar para o consumidor" e veio assim, a possibilidade do seu goso pleno.
Ainda hoje, ninguém como os portugueses,têm como hábito convivial, o comer sardinhas assadas na brasa à volta dum assador, com a simplicidade de o fazer à mão e sobre uma fatia de broa acompanhadas de uma boa salada de pimentos e um bom palheto.
A sardinha foi e é,emblema culinário de celebração,quer nos Santos Populares em Junho quer na comicieira "sardinha a pataco" esta de tonalidade política, e de sociabilidades outras,e é de aproveitar,enquanto tem um fraco teor de mercúrio, diremos nós.
Nas últimas décadas são cada vez mais conhecidos os seus benefícios.A sardinha é dos alimentos mais completos ao nosso dispor e, assim se entende o porquê do seu aconchego, logo do seu êxito através do tempo, entre nós.Ela é rica em ácidos gordos da série W3,com concentrações excelentes de ácido docosahexanóico (DHA), ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido alfa-linolénico (ALA)- principalmente na parte da cabeça .O seu consumo frequente pode contribuir no incremento da eficácia dos glóbulos brancos,importante para reduzir o risco de cancro (do cólon, próstata e mama), por diferentes mecanismos de modulação. Conjuntamente, estes ácidos gordos ómega-3 evidenciam capacidade de exercerem efeitos cardioprotetores(prevenção da calcificação das artérias,abaixamento da pressão arterial).Mais,apenas 3 sardinhas médias preenchem mais do dobro das necessidades diárias de Vit D e Vit B12 se forem ingeridas com espinhas, maior é a riqueza em cálcio. Excelente fonte de Zinco e Ferro (que vamos buscar à carne )para além de Selénio, Fósforo e Cálcio,(trio mineral poderoso).Estudos múltiplos apontam que, comer sardinhas regularmente, ajuda adiminuir o risco de Diabetes tipo 2 e Alzheimer.
Sim ,as de conserva,as de refeição portátil e sempre pronta ao abrir da lata. ou as do muçulmano escabeche para não haver "escabeche "
Por tudo isto quem pode desdenhar de um simples arroz de sardinha ou de umas petingas fritas com um arroz de tomate? Ou duma sardinha de escabeche com um tinto em taberna medalhada com a fraternidade? Apenas um lamento, parece que a bola de sardinha está em vias de instinção ... é pena.Palmas para a manutenção da iguaria que dá pelo nome Sardinhas de Trancoso ,que sempre têm uma história para contar.
Não nos podemos esquecer da sardinha de escabeche que assim fica bem como qualquer peixe e ainda as de conserva, refeição portátil e sempre pronta ao abrir da lata.
Para finalizar, lembremos estudos em que comer sardinhas regularmente,parece ajudar a prevenir a diabetes tipo 2 e( não será que é dos pimentos) ?.
Talvez seja por tudo isto, que surgiria, o adágio popular, quem tem sardinha....?
Referências
50 super alimentos portugueses. De Pedro Carvalho e Vítor Hugo Teixeira. Página 200
Um estudo liderado por Diana Diaz Rizzolo, conferencista e pesquisadora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universitat Oberta de Catalunya (UOC) e do Instituto de Pesqui
Como se transforma Ar em Pão?- Nuno Maulide-2021 pag 46
Quatro estações 1000combinações. De Margarida Vieira-2019
Livro de Bem comer – José Quitério-1992.
A Sardinha e os portugueses
“as sardinhas de Aveiro rechinavam, odor da salmoira embalsamava a casa toda; queria um prato cheio, atestado das sardinhas saborosas, um pão dos grandes, um litro de verde. E comia à boca rasgada, atolado, gozoso, feliz da sorte” (O Homem que matou o Diabo) Aquilino Ribeiro.
Há mais de 500 anos, que os portugueses se enamoraram e elegeram a sardinha como pessoa de família
Mesmo antes da “mesa ser mesa” acompanhou-nos em festas e dias comuns…-foi legenda. Admite-se que a sardinha já constava dos peixes que os romanos consumiam e que, seria um dos elementos que entrava no famoso "garum".
Durante a Idade Média haveria até 240 dias de jejum de carne, pelo que nesses dias, os frutos do mar, seriam a base de suporte de alimentação de então. A sardinha e o bacalhau seriam primordiais. Mas, vinha sempre “à rede”, e nunca foi esquecida.
Em registos escritos ao longo dos séculos, consta que foi alvo de múltiplas e aflitas disputas, até chegar á mesa dos pobres, e não só. Havia reis que muito a apreciavam: D. João II, judiciosamente, era seu fã; a fazer fé em Garcia de Resende. Também nos menus de D. Luís e D Maria Pia, ambos apreciadores de canja de galinha, ufanavam com uma sardinha assada, mas…” Nem sempre galinha, nem sempre sardinha” - diz o adágio popular.”
Pelas rotas do sal, chegava ao interior conservada em sal ou defumada pela mão de vareiras e de Malhadinhas(almocreves) múltiplos. E em anos não muito longínquos, mas de má memória, (apenas um século), ouvimos também histórias da sardinha que se partia e repartia, num gesto, que irmanou ou zangou e "ensardinhou", homens e mulheres em plena economia da fome.
Chegou-nos a fortuna da invenção dos transportes rápidos e refrigerados, pois trouxeram a bonança do" diretamente do mar para o consumidor" - chegou-nos a possibilidade do seu consumo na sua plenitude.
Ainda hoje, ninguém como os portugueses, têm como hábito convivial o comer sardinhas assadas na brasa à volta dum assador, com a simplicidade de o fazer à mão e sobre uma fatia de broa,com o aconchegante acrescento, duma saladinha de pimentos e um vinho de assobio. A sardinha foi e é um, emblema culinário de celebração, quer nos Santos Populares quer na comicieira "sardinha a pataco" esta de matiz política, ou de outras sociabilidades e, é de aproveitar ! (enquanto o teor de mercúrio é ainda baixo)Mas atenção,sardinha – só em meses que não têm R.
Hoje, conhecemos melhor os seus benefícios;a sardinha é dos alimentos mais completos ao nosso dispor, e assim se entende o porquê do seu êxito através do tempo, entre nós.Ela é rica em ácidos gordos da série W3,com concentrações excelentes de ácido docosahexanóico (DHA), ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido alfa-linolénico (ALA)- principalmente na parte da cabeça .O seu consumo frequente pode contribuir no incremento da eficácia dos glóbulos brancos,importante para reduzir o risco de cancro (do cólon, próstata e mama), por diferentes mecanismos de modulação. Conjuntamente,estes ácidos gordos ómega-3 evidenciam capacidade de exercerem efeitos cardioprotetores(prevenção da calcificação das artérias,abaixamento da pressão arterial).Mais,apenas 3 sardinhas médias (180mg) preenchem mais do dobro das necessidades diárias de Vit D e Vit B12 se forem ingeridas com espinhas, maior é a riqueza em cálcio. Excelente fonte de Zinco e Ferro (que vamos buscar à carne )para além de Selénio, Fósforo e Cálcio ,trio mineral poderoso.Estudos múltiplos apontam que, comer sardinhas regularmente, ajuda adiminuir o risco de Diabetes tipo II e Alzheimer
Por estes motivos e, não só, e falemos do palato! Quem pode desdenhar de um simples arroz de sardinha ou de umas petingas fritas com um arroz de tomate? Ou duma fraterna sardinha de escabeche molhada com um palheto, na taberna da esquina? ou então,quando a malfadada "pressa" aperta,- uma conserva!E num simples abrir de lata e após escorrer o azeite,- eis uma magnífica refeição portátil! e como sobremesa, porque não, comer as judaicas "sardinhas de Trancoso"? Para além de nos regalarmos, ouçamos a sua súplica "Não há necessidade de cortar a minha cabeça, eu não mordo!"
Referências
50 Super alimentos portugueses. De Pedro Carvalho e Vítor Hugo Teixeira. Página 200
Um estudo liderado por Diana Diaz Rizzolo, conferencista e pesquisadora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universitat Oberta de Catalunha (UOC) e do Instituto de Pesquisa
Quatro estações 1000combinações. De Margarida Vieira-2019
Livro de Bem comer – José Quitério-1992.
Nas últimas décadas são cada vez mais conhecidos os benefícios para a saúde da sardinha e do peixe oleoso : A sardinha é dos alimentos mais completos ao nosso dispor e, assim se entende o porquê do seu êxito através do tempo, entre nós.Ela é rica em ácidos gordos da série W3,com concentrações excelentes de ácido docosahexanóico (DHA), ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido alfa-linolénico (ALA)- principalmente na parte da cabeça .O seu consumo frequente pode contribuir no incremento da eficácia dos glóbulos brancos,importante para reduzir o risco de cancro (do cólon, próstata e mama), por diferentes mecanismos de modulação. Conjuntamente, estes ácidos gordos ómega-3 evidenciam capacidade de exercerem efeitos cardioprotetores(prevenção da calcificação das artérias,abaixamento da pressão arterial).Mais,apenas 3 sardinhas médias (180mg) preenchem mais do dobro das necessidades diárias de Vit D e Vit B12 se forem ingeridas com espinhas, maior é a riqueza em cálcio. Excelente fonte de Zinco e Ferro (que vamos buscar à carne )para além de Selénio, Fósforo e Cálcio ,trio mineral poderoso.Estudos múltiplos apontam que, comer sardinhas regularmente, ajuda adiminuir o risco de Diabetes tipo 2 e Alzheimer
Nas últimas décadas, foram e são, cada vez mais conhecidos os seus benefícios para a saúde: A sardinha é dos alimentos mais completos ao nosso dispor e assim se entende, o ter sido, e ser, um alimento de resistência e de êxito, através dos tempos. É rica em gorduras benéficas, conhecidas por ácidos gordos da série W3 com concentrações excelentes de ácido docosahexanóico (DHA), ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido alfa-linolénico (ALA)- principalmente na parte da cabeça. Consta que, o seu consumo frequente, pode contribuir para reduzir o risco de tumores (cólon, próstata e mama), por diferentes mecanismos de modulação. Conjuntamente, estes óleos ómega-3 evidenciam capacidade de exercerem efeitos imunossupressores e cardioprotetores (é também amiga do coração) quer pelo W3, quer pela Vit B12, e Vit D. É ainda, excelente fonte de Zinco e Ferro (que vamos buscar à carne) para além de Selénio, Fósforo e Cálcio, trio mineral poderoso. Segundo um estudo recente realizado por equipa da Universidade da Catalunha publicado na Clinical Nutricion, em participantes com > de 65 anos: os autores concluíram que o consumo 2 conservas de sardinha (em azeite) /semana, assegurava uma menor predisposição para a diabetes tipo II
nome feminino
1. ICTIOLOGIA (Sardina pilchardus) pequeno peixe, da família dos Clupeídeos, vulgar nas costas marítimas de Portugal, onde é uma das principais espécies pescadas, sendo muito apreciado e utilizado na alimentação, apresenta corpo esguio e alongado, prateado nos flancos e no ventre e mais escuro no dorso, onde apresenta tonalidades azuladas ou esverdeadas; Angola lambula; Algarve manjua
2. brincadeira em que duas pessoas, geralmente crianças, põem as palmas das mãos em contacto, ficando uma delas com as mãos sobre as palmas da outra, momento a partir do qual a que tem as palmas voltadas para cima deve tentar bater nas costas de uma das mãos do outro jogador, que deve furtar-se a ser atingido, recolhendo-a
3. regionalismo bofetada
CULINÁRIA sardinha doce
doce em forma de sardinha, típico de Trancoso, no distrito da Guarda, feito à base de ovos, amêndoa ralada, azeite, açúcar, chocolate, sal e canela
chegar a brasa à sua sardinha
pugnar pelos seus interesses
como sardinha em lata
de tal forma apertado entre outras pessoas que não se pode mexer
dinheiro de sardinhas
pequenas quantias que se recebem aos poucos por conta de outra maior
tirar a sardinha com a mão do gato
tentar obter um benefício com subterfúgios
Do grego sardíne, «idem», pelo latim sardina-, «sarda pequena»
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