As couves portuguesas

Parentes e enquadradas na família Brassicáceas, têm em comum o facto de produzirem flores com 4 pétalas dispostas em Cruz grega. As diferentes couves, os brócolos, couve-flor, rabanete e nabo são as principais crucíferas consumidas, mas o agrião, a rúcula e grelos também fazem parte desta família e oferecem a oportunidade de desfrutar de todos os benefícios das crucíferas acrescentando variedade nas experiências culinárias .A presença constante de legumes na nossa alimentação é um acontecimento festivo para todas as células do nosso corpo. É para elas um autêntico banquete de vitaminas, de minerais e de fibra, fundamentais para a realização da vida saudável no plano biológico. Mas entre nós não podemos deixar de referenciar e diferenciar duas espécies de couve a que chamamos couves portuguesas, porque são nossas, nomeadamente A couve Troncha- a da noite de Natal, a tal, que acompanha o seu fiel amigo o senhor Bacalhau e a Galega “ a de todo ano”…... “a do caldo verde”- a do nosso contentamento,- Ambas identitárias. Mas não nos desviemos do fito de nos debruçarmos sobre o perfil nutricional das denominadas couves portuguesas O da couve troncha é de registar: as vitaminas B2, B3, B6, C, E, K, acompanhadas dos minerais cálcio, fósforo, potássio, magnésio, zinco e, ainda, a fibra (2 gramas por cada 100 gramas de couve). O da couve galega . e referindo somente as estrelas mais cintilantes é de realçar o cálcio (a couve galega tem o dobro da quantidade desse mineral que o leite) a vitamina C sendo a couve galega igualmente rica nesta vitamina . o Ferro (possui metade da quantidade de ferro de um bife) a da vitamina A de fazer inveja a alguns legumes coloridos como o tomate e o pimento No que toca a fitoquímicos estas duas couves portuguesas ,como dois bons crucíferos, para além de vários polifenóis e de carotenoides , possuem elevadas concentrações de glucosinolatos, responsáveis pela libertação de duas classes de fitoquímicos: os isotiocianatos e os indóis, fortemente poderosos na atividade anticancerígena. O consumo regular destes vegetais crucíferos é associado a uma redução significativa do risco reduzido de vários tipos de cancro. Este efeito protetor está particularmente bem documentado em cancros do pulmão, da bexiga e cancro da próstata, mas estudos recentes, sugerem que esses legumes também podem reduzir o risco do cancro do cólon do estômago e da mama. Segundo o ilustre investigador canadiano Beliveau,” neste último caso o consumo diário de uma porção de legumes crucíferos permite um abaixamento do risco de cancro em 50% dos cancros da mama entre as mulheres chinesas enquanto uma porção semanal destes legumes reduz este risco em 17% numa população Europeia Itália e Suíça.” Preconizando, aumentar o consumo de legumes crucíferos é tanto mais importante quanto ele permanece baixo na maioria dos países ocidentais com apenas 25 a 30 g por dia em comparação com mais de 100 g na China. E entre nós? o consumo de vegetais, neste caso couves, é cada vez mais reduzido. Ousemos mudar ! Amália Rodrigues no seu hino ao "caldo verde" dizia : ”Basta pouco poucochinho/para alegrar uma existência singela/é só amor pão e vinho/e um caldo verde verdinho/a fumegar na tigela. Nos dias de hoje, cantaria certamente outros hinos... mas também hinos á simplicidade - à de um arroz de espigos(acompanhados de uma alheira tostada) nome feminino BOTÂNICA (Brassica oleracea) planta hortense, bienal, sublenhosa, com raiz robusta e ramificada, flores brancas ou amarelas e folhas comestíveis, geralmente grandes e carnosas, de que há muitas variedades cultivadas sobretudo para fins alimentares (distinguem-se pela cor e formato das folhas, desenvolvimento dos caules, etc.) couve azeda/ácida CULINÁRIA couve branca cortada em lâminas finas e fermentada em salmoura; chucrute ter a burra nas couves haver problema, desacordo ou sarilho Do latim caule-, «couve»

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