Compreender para Sossegar
Segundo Paré,compete ao médico "aliviar sempre ecurar às vezes".Para isso,necessita de sossegar os medos para ajudar o corpo amelhorar.Mas para sossegar,necessita de o compreender,istoé,impõe-se que se saiba que normalmente o doente já pensou na sua doença antes de ir ao médico e tem já uma ideia do diagnóstico e da terapêutica.Deverá colocar-lhe como estas: qual a causa do seu mal?qual a gravidade da situação?Assim como perguntar-se"o que este doente quer de mim?qual a sua mensagem ?(nem sempre fácil descodificar)"Um ombro para chorar, alguém para perdoar e redimir,desculpabilizá-lo,encontrar uma forma intima de se virar para si próprio. Encontrar uma forma de novas interações com os outros,ou muito prosaicamente quer baixa"porque já desconto há seis anos para a caixa.
"Sabemos pois que a doença é uma das formas que a pessoa tem de relacionar com os outros e consigo próprio. Por vezes surge a nossa estupefação de vermos um poucos melhores sem sabermos bem como isso foi possível.Talvez tenhamos desenvolvido um clima de amizade franca,ao compreendê-los, de modo a que tenha sido possível ao doente ter contado a sua história,isto é,ter pensado em voz alta o seu problema e talvez encontrado uma solução possível.
Sabemos que também utilizamos a sugestão, receitando placebos (parece actuarem a nível das endorfinas) e utilizamos rituais mágicos encobertos; aliás, na relação médica/doente há rituais que mediatizam como por exemplo a postura, a bata, o cheiro, a receita, os aparelhos (estetoscópio, raio X, T.A.C.) e, fundamentalmente, a ida à farmácia. É-nos familiar dizeres parecidos ``Por vezes também conseguimos ser ``curandeiros´´ da medicina oficial. A relação médico-doente é um fazer, mas também o corolário de um fazer saber.
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