DOENCAS DE OUTRORA

Masturbação Nomeadamente, nos anos dos séc XVIII e XIX,a masturbação era um sério tabu,sendo considerada uma conduta patológica, capaz de causar, desnutrição (por perda da proteína contida no esperma), acreditando-se mesmo, que para além de provocar doença física, também traria conjuntamente distúrbios mentais,logo- tratava-se de uma "doença". O movimento anti masturbação foi muito forte nos EUA, tendo como um dos expoentes máximos o médico célebre Jhon Harvey Kellogg, que dedicou a sua vida a encorajar a abstinência .Conta-se que Kellogg acreditaria que os alimentos mais apetitosos estimulavam a atividade sexual,por isso terá defendido uma dieta saudável.Crê-se que os cereais de pequeno almoço que criou, incluindo os cornflakes em 1894, teriam como objetivo impedir os jovens e masturbadores perturbados de cometer actos pecaminosos Para além da dieta,a masturbação era tratada,por infibulação, pela imobilização do “paciente”, por aparelhos elétricos que davam choque quando o pénis era manipulado e até pela ablação dos genitais) Ao que parece, Kellogg não conseguiu erradicar a masturbação do planeta,mas acabou por fazer negócio com o irmão para vender os flocos de milho ao público em geral, e os cornflakes fizeram e continuam a fazer sucesso. Ei-los! " Os famosos flocos de milho de Kellogg`s ( o cereal mais famoso do mundo )" Draptomania Houve uma época, também, em que o desejo de fuga dos escravos era considerado enfermidade mental: a drapetomania (do grego drapetes, escravo). O diagnóstico foi proposto em 1851 por Samuel A. Cartwright, médico do estado da Louisiana, no escravagista sul dos Estados Unidos. O tratamento proposto era o do açoite, também aplicável à “disestesia etiópica”, outro diagnóstico do doutor Cartwright, este explicando a falta de motivação para o trabalho entre os negros escravizados. Estado timo-linfático No passado, falava-se muito em algo chamado “estado timo-linfático”, um rótulo que servia para explicar várias perturbações na criança: a magreza, a palidez, a dificuldade de respirar pelo nariz. Coisas comuns que normalmente se resolveriam com o tempo. Mas, como havia um diagnóstico, tinha de haver um tratamento. E esse tratamento consistia em irradiar a região do pescoço e do tórax onde estavam o incômodo tecido linfático e o timo. Naquela época, começo do século XX, não se conhecia ainda o efeito devastador da irradiação. Nem por isso as crianças escaparam: grande número delas desenvolveu câncer da tiroide. A clorose A clorose (do grego cloros, verdoso, por a coloracão dos tegumentos das pacientes afectadas) era uma enfermidade exclusiva do sexo feminino jovem e virgem, frequente no séc. XIX e que hoje simplesmente se hizo sinónimo da anemia por deficiência de ferro, quando que já Gregorio Marañón havía hecho notar que não só havía manifestações hematológicas sem outras sem relação aparente com os eritrócitos, como a neurose depressiva, a dismenorreia, o estreñimiento, o linfatismo, os suspiros, las náuseas,a disgeusia e a amenorreia, pelo que Marañón concluía que la clorose nunca foi uma enfermidade propriamente dita ,mas sim uma só parte (a anemia) acompanhante de outras enfermidades (infecciosas, endócrinas, neuro psíquicas, etc). A clorose podia curar-se com o inicio da vida sexual da paciente (no geral, depois do matrimonio), pelo que também ficou conhecida como “santa doença”. A diminucão mundial da referencia do padecimiento se atribuiu a mudanças no estilo de vida (supressão do uso do corsé, melhoria nas condições habitacionais, laborais e alimentares, a maior realização de viagens e de atividade desportiva), com o que se apreciou que só alguns casos tiveram que ver com o incremento do número e qualidade dos eritrócitos A clorose é uma patologia que teve seu maior auge durante os séculos XVI e XIX. Essa patologia foi apresentada em algumas pinturas como o tema principal das obras de inúmeros mestres holandeses. Inicialmente foi considerada uma anemia ferropriva e não é apresentada atualmente nos textos médicos, isso não é explicado nem pelo tratamento de sais ferrosos, ou porque agora é menos comum. Por outro lado, há outro significado que possui a palavra clorose. Isso é chamado de falta de atividade dos cloroplastos de uma planta que causa uma cor amarelada. “mal do amor” Uma variante mais delicada era o “mal do amor”, doença que começou a ser descrita no século xvII Afetava mulheres jovens e belas (o caso de muitas modelos de Rembrandt, Frans Hals, Jan Steen e outros mestres holandeses), e manifestava-se por languidez, tristeza, acessos de choro, dor de cabeça, palidez e uma prostração que levava as moças a passar o dia no divã ou no leito. É claro que estamos falando da nobreza ou da classe média, porque camponesas ou trabalhadoras não podiam sofrer do “mal do amor” — tinham de dar duro. A doença era tratada com dieta, emplastros, remédios. Mas o medicamento mais adequado era o casamento. Homossexualidade A palavra "homossexual" provém do grego homos (igual) e do latim sexus (sexo). Foi criada em 1868 por um jornalista austro-húngaro de língua alemã, ativista dos Direitos Humanos, Karl-Maria Kertbeny (1824 – 1882): também ele, o pai da palavra "heterossexual". Ao longo dos tempos têm-se empregue diferentes termos para designar um homem ou uma mulher que sintam atração física, amor ou que pratiquem relações sexuais com alguém do mesmo sexo. Para eles: maricas, paneleiro, rabeta, larilas, bicha, gay, sodomita, pederasta, invertido, uranista... Para elas: fufa, sapatona, lésbica, fessureira, camionista, machona, mulher-homem, lambe-carpetes... Tudo nomes tão infames, que a designação "homossexual" é uma pérola. A homossexualidade é reconhecida há muito, mencionada na Bíblia e em textos da Antiguidade Clássica mas apesar da tolerância grega em relação a ela , de maneira geral tratava-se de uma transgressão e muito raramente era abordada em texto. Anão ser de forma camuflada como ocorre nos sonetos de Shakespeare A literatura Gay é relativamente recente começou a exprimir-se abertamente há 30anos dento de um quadro de libertação sexual quer na poesia quer na prosa e ensaio. A 17 de maio de 1990 a OMS deixou de considerar a homossexualidade como doença mental e retirou-a da Classificação Internacional de Doença mentais(CID_9) A homossexualidade é reconhecida há milênios, mencionada na Bíblia e em textos da Antigüidade clássica; mas, apesar da tolerância grega em relação a ela, de maneira geral tratava-se de transgressão e dificilmente poderia ser abordada em texto, a não ser de forma críptica, camuflada, como acontece em sonetos de Shakespeare. A literatura explicitamente gay é, portanto, relativamente recente. A rigor, só há cerca de três décadas o gênero se impôs dentro do quadro de liberação sexual que permitiu a muitas pessoas abordar o tema na ficção, na poesia, no ensaio. Os autores atuais dão prosseguimento à obra daqueles que, homossexuais ou não, falaram corajosamente do “amor que não ousa dizer seu nome”. A 17 se maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde deixou de considerar a homossexualidade como numa doença do foro mental e retirou-a do Manual de Classificação Internacional de Doenças (CID_9). Sem dúvida uma vitória para a humanidade e especialmente para a comunidade homossexual. as terapias de reorientação sexual (administração de fármacos indutores de náuseas, apresentação de estímulos homoeróticos e a aplicação de choques nas mãos e genitais na tentativa de provocar um recondicionamento masturbatório ( pseudotramentos) Actualmente Estudos Americam Psychological Assocition vários indicam causalidade genética outros afirman haver uma menor região específica de hipotálamo entre os homossexuais parece haver uma certa unanimidade no facto de que o desenvolvimento inta -uterino tem um papel importante na orientação sexual. Cada vez ganha peso é que a homossexualidade é uma orientação sexual tão saudável como a heterossexualidade ou a bissexualidade histeria É uma palavra que vem do grego “hysteros”, útero. A mulher ficaria histérica por causa do mau funcionamento uterino. A teoria do útero errante defendia que a histeria resultava dos efeitos neurotóxicos de um “útero frustrado” que procuraria gratificação através de movimentos erráticos na cavidade abdominal. casos de histeria. O nome, que vem do grego hysteron, útero, mostra que o problema era considerado principalmente feminino, ainda que homens não estivessem imunes a ele. Vários quadros eram descritos. Em primeiro lugar, o ataque histérico propriamente dito: a mulher alternadamente chorava ou ria, tinha convulsões semelhantes à da epilepsia, eventualmente desmaiava. A paciente às vezes queixava-se do globus hystericus, uma sensação de bola na garganta. Também podiam ocorrer paralisias histéricas, em geral de um braço – sem que a paciente se mostrasse impressionada, situação descrita como la belle indiférence, a bela indiferença. Estes casos foram estudados, a partir de 1870, pelo famoso doutor Jean Martin Charcot, em Paris. Com ele, estagiava um jovem médico vienense, Sigmund Freud. Discutindo com Charcot a origem da histeria, Freud ouviu dele uma afirmação reveladora: “C\\`est toujours la chose génitale”, é sempre a coisa genital. A partir daí Freud começou a desenvolver a teoria da qual resultaria a psicanálise, na qual a repressão da libido é vista como causa de doença psíquica.

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